Agronegócio: Como as grandes empresas estão mudando a agricultura

10

O agronegócio não é uma fazenda. É uma parte importante da economia moderna. Abrange tudo, desde a sementeira até ao transporte de ervilhas congeladas para o congelador. O Ministério não considera os alimentos e os têxteis como produtos alimentares. O resultado é um sistema onde a agricultura é especializada, mecanizada e profundamente integrada na estratégia da empresa.

Nos países desenvolvidos, as fronteiras entre agricultores e fabricantes estão a confundir-se. As atividades que antes eram realizadas no local são hoje uma indústria independente. Você não vê todos os laticínios fazendo seu próprio queijo ou engarrafando seu próprio leite. Essas tarefas foram terceirizadas para fábricas de processamento. Desenvolvimento de sementes? Esse é um departamento de P&D de alta tecnologia. Produção de fertilizantes? Essa é uma fábrica de produtos químicos. Essa diferenciação permite alta especialização. Os agricultores se concentram no crescimento. As corporações se concentram no processamento, armazenamento e distribuição.

Esta mudança transformou a agricultura numa máquina de alta eficiência. Muitas operações usam tecnologia de computador para maximizar a produtividade. Estamos falando de agricultura de precisão. Drones monitoram a saúde das colheitas. Algoritmos prevêem os tempos de colheita. O objetivo é sempre o mesmo. O objetivo é aumentar a produção e minimizar o desperdício.

Fazendas Corporativas e Nomes de Marcas

A estrutura do negócio agrícola ainda está em desenvolvimento. Grupos empresariais fora da agricultura tradicional compram terras. Essas empresas são conhecidas por tecnologia, varejo e finanças. Eles entram no mercado comprando fazendas em grande escala. Por que? Porque eles controlam a cadeia de abastecimento.

Algumas grandes empresas de processamento de alimentos são agora proprietárias dos campos onde as suas matérias-primas são cultivadas. Uma empresa de cereais pode operar as suas próprias explorações de trigo. As marcas de salgadinhos podem gerenciar o manuseio das batatas desde o solo até a prateleira. Esta integração vertical reduz o risco. Também permite um controle de qualidade mais rigoroso.

Depois, há a marca. Você pode comprar vegetais congelados da marca X. Esses vegetais não vieram de um fornecedor genérico. São produzidos em fazendas pertencentes à mesma empresa que os embala e vende. As marcas agregam valor. Isso cria lealdade. Transforma uma mercadoria em um produto com uma história.

Custos de especialização

Essa abordagem empresarial traz benefícios. O volume de produção aumenta. Reduza custos aumentando a escala. Mas também muda quem controla o abastecimento de alimentos. Quando algumas grandes empresas controlam vastas extensões de terra, as economias locais sofrem. É difícil para os pequenos agricultores competirem com operações subsidiadas à escala industrial.

A tecnologia necessária para atingir este nível de eficiência é muito cara. Nem todas as fazendas têm acesso aos mais recentes sensores e software de análise de dados. Isso cria uma divisão. Grandes agronegócios prosperam. As pequenas empresas precisam encontrar nichos de mercado que possam atender com menos capital.

O que resta é um sistema híbrido. Parte da comida ainda vem de pequenas propriedades tradicionais. Muitos deles resultam de uma complexa rede de processos industriais. É importante entender essa diferença. Isso afeta o preço. Afeta a sustentabilidade. Afeta quem se beneficia dos alimentos que ingerimos.

“A própria agricultura está cada vez mais especializada e comercializada.”

A questão não é se este sistema irá continuar. já. A questão é: como nos adaptamos a isso? Podem os pequenos agricultores sobreviver num mundo dominado por gigantes agrícolas? Os consumidores podem exigir transparência das empresas que possuem tanto as sementes como as prateleiras? As respostas não são simples. A maquinaria de produção de alimentos é demasiado grande para ser parada. Mas podemos tentar entender como funciona.