Produtos químicos para sempre. É disso que se trata realmente. Ou, se você quiser parecer legalista, PFAS.
Caraway acha que “Big Cookware” está tentando silenciá-los. A empresa iniciante ganhou fama ao prometer panelas sem coisas assustadoras. Agora eles estão processando – e sendo processados – em troca. Dois gigantes, Groupe SEB USA e Meyer, entraram com uma ação em Nova York em fevereiro. Dizem que os anúncios da Caraway mentem. Não citando nomes. Apenas chamando a concorrência de “tóxica”.
Os advogados dos grandes, Carmine Zarlenga e a equipe da Mayer Brown, dizem que o tamanho não importa.
“Alegando ser um 公司是 menor, não há defesa contra propaganda enganosa.”
As leis de publicidade falsa aplicam-se a todos. Até mesmo os pequeninos com sites sofisticados.
Este não é apenas um drama judicial. É teatro político também. No ano passado, duas dúzias de estados tentaram proibir o PFAS. A indústria de utensílios de cozinha se uniu. Eles formaram a Cookware Sustainability Alliance. Steve Burns dirige. Ele disse à WIRED que eles só querem proteger “utensílios de cozinha perfeitamente seguros”. Dizem que as proibições são muito amplas. Eles escrevem cartas. Eles testemunham.
Depois vieram as celebridades. Raquel Ray. David Chang. Marcus Samuelsson.
Eles enviaram cartas se opondo à proibição da Califórnia. Coincidência? Chang e Ray têm ligações com Meyer. Samuelsson tem parceria com a All-Clad (de propriedade do Groupe SEB). Eles responderam às perguntas? Não.
A Aliança também desafiou Caraway anteriormente. Eles passaram pela Divisão Nacional de Publicidade. Um grupo de vigilância independente. O NAD decidiu que Caraway poderia se autodenominar “não tóxico” e “livre de PFAS”. OK. Legal.
Mas.
NAD disse para não dizer que outras panelas liberam toxinas durante o uso normal. Não faça fotos de comparação. Caraway ignorou isso? O processo diz que sim. Caraway diz que não.
“O complicado é que muitos dos anúncios falam da própria Caraway em vez de fazer uma comparação.”
O fundador Jordan Nathan culpa falhas tecnológicas. Ou anúncios antigos no cache. Ele insiste que a maioria dos anúncios obedece. Michael Goodyear, professor de direito da NY Law School, observa a área cinzenta. Você pode se gabar. Isso é exagero. Você simplesmente não pode declarar falsidades como fatos.
Onde está a ciência?
O júri ainda não decidiu.
PTFE é o produto químico presente na maioria dos revestimentos antiaderentes atualmente. O Groupe SEB afirma que é fundamentalmente seguro. Meyer concorda. O processo afirma que nunca causa riscos à saúde durante o cozimento normal. Você teria que queimar a panela em temperaturas altas e perigosas. Algo que as pessoas raramente fazem.
Mas e os vapores?
A “gripe Teflon” é real. 250 casos suspeitos notificados somente em 2023. O fundador da Caraway, Nathan, abriu a empresa porque ficou doente.
O FDA permite alguns PFAS em utensílios de cozinha. Mas a aprovação deles? Ele analisa apenas a contaminação dos alimentos. Ele ignora o ar que você respira quando superaquece uma panela.
Courtney Carignan, da UMich, diz claramente: não temos estudos suficientes sobre as emissões de utensílios de cozinha. Na verdade.
Sabemos muito. Um terço dos americanos bebe água com produtos químicos eternos. Quase todos nós temos algum PFAS no sangue. Está relacionado ao câncer. Problemas reprodutivos. Falhas no sistema imunológico. A indústria eliminou gradualmente os piores infratores. Aqueles dos anos 90. Mas diferentes produtos químicos ainda são usados na produção de PTFE. Os trabalhadores das fábricas enfrentam os riscos primeiro. Depois o ar. Depois a água.
Caraway está mentindo? O Groupe SEB e a Meyer estão protegendo suas vendas? Ou estão a lutar pela precisão científica contra a propagação do medo?
O julgamento está chegando. Os advogados estão prontos. A ciência é confusa.
Quem come o veneno?
