Por que a greve Pullman de 1894 começou com um corte salarial

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A depressão económica de 1893 não tratou todos da mesma forma. Para George M. Pullman, era um problema de receita. Para os seus trabalhadores, foi uma crise de sobrevivência.

Pullman Palace Car Company viu sua receita cair. A resposta foi brutal e imediata. A empresa demitiu mais de 2.000 trabalhadores. Aqueles que mantiveram seus empregos viram seus salários reduzidos em 25%.

É aqui que a matemática se torna cruel.

Pullman era dono de tudo. As casas. As lojas. As ruas da cidade corporativa perto de Chicago. Quando os salários caíram, os aluguéis não. Os preços na loja da empresa não. A lacuna entre o que os trabalhadores ganhavam e o que precisavam para sobreviver desapareceu. Muitas famílias enfrentaram a fome enquanto viviam nas mesmas casas que ajudaram a construir.

Como o controle da empresa desencadeou a greve de 1894

Você pode argumentar contra um corte salarial. Você não pode discutir com um proprietário que também é seu chefe.

Uma delegação de trabalhadores tentou levar as suas queixas directamente ao topo. Eles queriam ver George M. Pullman. Eles queriam explicar que pagar menos vivendo na mesma cidade cara não era um modelo sustentável.

Pullman recusou-se a recebê-los.

Ele não apenas disse não. Ele ordenou que fossem demitidos.

Essa foi a faísca. A delegação votou pela greve. Em 11 de maio de 1894, os trabalhadores da Pullman abandonaram o trabalho. Não foi um pedido de melhores condições. Foi uma reação por ficar preso em um sistema projetado para espremi-los até secá-los.

O mecanismo era simples: controlar o produto, controlar a habitação, controlar a mão de obra. A compensação pela estabilidade foi a dependência total. Quando a economia mudou, não havia rede de segurança. Somente a critério da empresa.

Foi uma má estratégia de negócios? Ou apenas extrema eficiência?

A história tende a julgar este último com severidade. Mas os números não mentem. Um corte salarial de 25% sem uma redução correspondente nos custos fixos não é uma negociação. É uma transferência de riqueza. Do bolso do trabalhador aos resultados financeiros da empresa.